Segundo o estudo do GEM 2007 – Global Enterpreneurship Monitor – cujo objectivo é analisar a relação entre o nível de empreendedorismo e o nível de crescimento económico em vários países e, simultaneamente, determinar as condições que fomentam e entravam as dinâmicas empreendedoras em cada país, verificou-se em 2007 um forte aumento da taxa TEA (taxa de Actividade Empreendedora early-stage) portuguesa quando comparado com a taxa TEA dos países da UE participantes no GEM. Em 2004 Portugal tinha-se posicionado na 13ª posição entre os 16 países europeus participantes no GEM com apenas 4%, mas em 2007, com 8,8%, Portugal foi o país melhor classificado entre os 18 países da UE participantes, o que significa que Portugal registou o maior número de pessoas envolvidas em actividades empreendedoras early-stage por cada 100 adultos. Em 2001 a taxa TEA era de 7%.
Com este tipo de indicador, há motivos para satisfação pois para alem de termos invertido uma tendência decrescente, em grande parte, os resultados atingidos resultam e conforme o mencionado no estudo: “de uma melhoria significativa das condições estruturais do empreendedorismo em Portugal entre 2004 e 2007”.
Quanto à RAM e apesar do estudo não particularizar a realidade regional, penso que é-me permitido dizer, e baseando a minha afirmação na análise já efectuada aos sistemas de apoio ao empreendedorismo que existem na RAM, que a Região também acompanha essa melhoria significativa, senão vejamos:
Pela parte do Centro de Empresas e Inovação da Madeira (CEIM), que é um dos mais de 160 BIC -Business Innovation Centres que existem na Europa, e que têm como base da sua actividade a promoção de um ambiente favorável ao empreendedorismo e à inovação e o apoio ao surgimento de novos projectos empresariais inovadores, os suportes ao empreendedorismo vão desde o “Prémio Madeira de Inovação Empresarial”[1] como alavanca para o surgimento de micro-empresas, ao apoio e ao acompanhamento de novos projectos empresariais que podem ser dados através do serviços de consultoria, e/ou de incubação e/ou de escritórios virtuais[2], ao GAPI Madeira – Gabinete de Apoio à Promoção da Propriedade Industrial[3] que, para além de se apresentar como um interlocutor directo com o INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial) dá auxilio em diversos aspectos relacionados com os processos de Propriedade Industrial. O projecto “rs4e – Road Show for Entrepreneurship”[4]também da responsabilidade do CEIM, e em pratica desde 2005, visa a sensibilização dos jovens que frequentam os ensinos secundário, profissional e superior da RAM para o empreendedorismo.
Cumulativamente, existem outros tipos de apoio, e estes da responsabilidade do IDE – Instituto de Desenvolvimento Empresarial, como o fundo “Madeira Capital”[5] e o sistema de incentivos “EmpreedInov”[6].
Assim, tem de haver um esforço crescente por parte dos empreendedores na identificação de oportunidades de mercado para um melhor aproveitamento das condições já existentes e dedicadas ao fomento de empreendedorismo na RAM em particular bem como para a construção de uma sociedade mais competitiva e simultaneamente mais equilibrada e justa pois empreendedorismo deve ser visto como uma forma de progresso e de melhoria da estabilidade social pela geração de empregos e de riqueza que assegura.
Patrícia Dantas de Caires,
Presidente do Conselho de Gerência do CEIM
[1] http://www.ceim.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=23&Itemid=232